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sábado, 24 de novembro de 2007
Mv Bill - Testemunho
Créditos Especiais: CAMILA AGRA, Ana Cláudia, Ana Sophia, Eduardo Falbo, José Neto, Priscila Kettly, Rafael Bandeira, Rodrigo Câmara.
Música: [Mv Bill]
Mv Bill - Testemunho
Boca ressecada
Coração acelerado
Reflexo no espelho
Homem desesperado
Mais um drogado a noite inteira alucinado
Maltrapilho, abandonado, vivendo isolado
Si é que podia chamar isso de viver
Vegetava sem ver minha filha crescer
O amanhecer do dia me incomodava
Todo sujo nem me arrumava
Eu não me preocupava comigo
A maior parte do meu tempo vivia escondido
Porradão de dez, de cinco, de três
De dia trabalhava, a noite só mais um freguês
Dinheiro evaporava, débito no banco
A maior parte do salário virava pó branco
Constantemente minha patroa reclamava
Que eu cheirava todo dia e a tempo não a amava
Si esforçava, queria me ajudar
Mi jurava de abandono se eu não conseguisse mudar e voltar a ser um chefe de família
Dar atenção para minha mulher e carinho a minha família
A mesma que eu humilhei no dia que cheguei
Pancado eu peguei seu quadro e quebrei
Ou da vez que eu alarmei a favela
Acho que sujei o nome dela
Dei mole me tornei um cara infeliz
Meu raciocínio toda via, via meu nariz
Não pensei em quem estava ao meu redor
Transformei meus familiares em reféns do pó
Viciado, comecei ainda de menor
Junto com os amigos e fiquei simplesmente só
Mi entorpecia e me sentia mais potente
Depois sem potência em decadência virei dependente
Minha sogra levou meu nome pra igreja
Eu ficava no bar com conhaque e com cerveja
Tive a chance de uma vida normal
Com os amigos penetrei no caminho do mau
Desespero na cara, fila cheia
O sangue envenenado corria em minha veia
Quanto mais eu tinha, mais eu queria
Minha mulher não, não merecia
(EH) alias ninguém merece
Um cara como eu foi que do mundo se esquece
E entristece quem quer ver seu bem
Quando eu me transformava, não pensava em ninguém
Assim seguia, insistia a semana interira
Minha moral foi reduzida a poeira
Geladeira , bicicleta, televisão
Tudo pro nariz acompanhado de uma depressão
De que forma ser homem de verdade
Deixando meus parentes passarem por necessidades
Sem vaidade, grilado na mesa de bar
Cercado de mocinha querendo tecar
Sem pagar, ta ligado, isso compromete
Cafungar sem dindin custa um boquete
Putaria, sexo grupal
Fazendo sem vontade pra manter a minha pose de mau
Na real, cada dia mas sem graça
Foi numa dessas que levei gonorréia pra casa
Minha mulher gritava, como gritava
Eu me controlava, não tinha nem palavras
Derrota, onde meu rio deságua
Raiva passa, fica só a magoa
A vida corre e a ferida continuava aberta
Acordado a noite inteira com a mente sempre alerta
Endividado até o pescoço, vagando, só no osso
Perdi minha fama de bom moço
Família foi embora, depois do meu juízo
Só não perdia meu vicio, que sacrifício
Que sacrilégio, sem privilégio, tem parar
Bastava um copo de cerveja “preu” voltar
E me entregar que nem brinquedo na mão do palhaço
Por causa disso eu já vi gente levar um balasso
No meio lata, que violento
Minha pipa ta sem vento, sofrendo ao relento, morrendo
Se eu perdesse meu emprego ia ficar pior
Perdia a hora todo dia por causa do pó
Prometi varias vezes que ia parar
Mas tinha alguma coisa mas forte que vinha me buscar
Mi sufocava, me ensurdecia
Mi cegava, me acabava, me enlouquecia
Envelhecido no quarto escuro sem futuro
Minha cadeia era sem muro
Meu rosto traz a marca da noite mal dormida
Junto com as marcas das porradas que levei da vida
Processo de descida, passagem só de ida
Sem força pra montar a base que foi destruída
Sem valor, sem carinho e sem amor
Ser mais fraco que o vicio me fazia sentir mais dor
Não vejo rosto, não reconheço ninguém
Na multidão ouço uma voz dizendo amém
Era uma senhora de saia cumprida
Dizendo que o onipotente tinha planos pra minha vida
Mi apontando, foi se aproximando, gelei !
Levou a mão até a minha testa, ajoelhei !
Falou que a solução dos meus problemas era Jesus
A partir desse momento eu comecei enxergar uma luz
Tive esperança, fiquei otimista
De ser um homem livre e virar artista
Terça, quarta e sexta culto na igreja
Na primeira fila tava eu pedindo mais firmeza
Mais certeza, mais distância do abismo
A luta era constante contra a força do meu organismo
Mi tonteava, me deixava em alucinação
Os irmãos dizendo que aquilo era parte da provação
O inimigo me queria novamente
Escravizar minha matéria e dominar minha mente
Fui medicado, fui internado
Conversando com as paredes, numa clinica de viciado
Amarrado, injeção todo dia
Quem fugia apanhava e tomava banho de água fria
No dia a dia, lá se foi um mês sem cheirar
Fui visitado por um grupo chamado N.A.
Narcóticos Anônimos, alugaram um ônibus
Pra levar um grupo de pessoas como eu
Pra ver outros irmãos que eles ajudaram a vencer
Me apeguei a Cristo e fiz por merecer
Aquilo me afastava do circulo vicioso
Preenchendo cada vez mais o meu tempo ocioso
Entreguei meu coração ao poderoso
No meu dia de batismo deixei meu pai morto orgulhoso
De cara limpa, protestante, consciente
Podendo receber a alcunha de ex narcodependente
Eu que pensei que minha vida tava morta
Agora eu sei que Deus escreve certo por linhas tortas
Ter de volta minha família ao meu lado
A mutação da minha vida me deixou maravilhado
As reuniões com N.A. foram importantes
As ruas convidavam minha carne a todo instante
Parte do meu corpo ainda esta contaminado
Mas passo a impressão de totalmente recuperado
Bem arrumado, recuperei meu laço
Hoje a arma que eu carrego á a bíblia embaixo do braço
Fortalecer a corrente dos salvos
Ou enfraquecer a corrente dos fracos
Não me envergonho da minha história
Dou testemunho na igreja e palestra em escola
Toco a minha bola como se fosse o começo
Tive outra chance mesmo sem saber se eu mereço
Favela que eu entrava e ficava pancadão
Hoje eu entro pra fazer a corrente de libertação
Sem atenção, essa é minha missão
Convencer as outras pessoas a aceitarem a salvação
Gloria a Deus, aleluia, na paz do Senhor
Prego a palavra do Altíssimo que é o Salvador
Amor, louvor, fé, esperança
Puro como sorriso de uma criança
Com a liberdade no meu punho
Meu nome não importa
Esse foi meu testemunho
Foi a vida perdida
Espero te encontrar em outro lugar
Pois na vida bandida, são poucos que estendem a mão pra te ajudar
Foi querida, ferida, que Deus me ajude a te reencontrar
Só Deus Pode Me Julgar - Afroreggae e Mv Bill
Prêmio Multi Show De Música Brasileira 2004
Marcadores:
Afroreggae,
Mv Bill,
Só Deus Pode Me Julgar
MV Bill na TV Câmara - 01
O rapper MV Bill e a deputada Marina Maggessi foram os convidados da edição deste domingo (11/02/2007) do programa Câmara Ligada, da TV Câmara. MV Bill, além de músico, é ativista político com trabalho voltado para a realidade dos jovens da periferia do Rio de Janeiro, vítimas da violência urbana e alvos de recrutamento do crime organizado, além de ser um dos fundadores da Cufa.
Nesta parte, MV Bill canta "Falcão", e apresenta sua banda:
Sua irmã KMilla nos vocais.
Trombone: Aracati Oliveira.
Violino: Zé Antônio.
Saxofone: Volney.
Vocal e violão: Márcio Gordo.
Percurssão: Marquinho.
Dj Toni.
MV Bill na TV Câmara - 02
Nesta parte, exibição de um vídeo com uma biografia do MV Bill.
MV Bill responde perguntas e fala sobre o documentário "Falcão: Meninos do Tráfico", o livro "Cabeça de Porco", sobre violência, famílias desestruturadas, educação, gravidez na adolescência.
MV Bill na TV Câmara - 03
Nesta parte do programa, MV Bill fala sobre a C... (more)
Added: February 20, 2007
Nesta parte do programa, MV Bill fala sobre a Cufa e projetos sociais, cultura do medo, violência, reeducação da sociedade, discriminação entre pessoas de mesma condição financeira, política de cotas.
MV Bill na TV Câmara - 04
MV Bill fala sobre o relacionamento com os traficantes. Fim do primeiro bloco do programa.
MV Bill na TV Câmara - 05
MV Bill fala sobre a teoria "Ghost", sobre o vídeo-clipe "Soldado do Morro" e a acusação de apologia ao crime. Nesta parte, se dá o início da participação de Marina Maggessi, que foi chefe do seviço de investigação da delegacia de entorpecentes da Polícia Civil do Rio e agora é deputada federal.
Exibição de reportagem com depoimentos de antropólogos, especialistas e policiais sobre violência.
MV Bill na TV Câmara - 06
Continuação de reportagem sobre violência.
Marina Magezzi comenta o vídeo e explica o motivo de ter abandonado a polícia. Fala sobre sua indentificação com as idéias defendidas pelo MV Bill e pelo AfroReggae.
MV Bill fala sobre a atuação de Marina Magezzi na CDD, e reforça uma declaração dela no qual disse estar cansada do trabalho da polícia, e que a solução não é matar o bandido, mas impedir que ele nasça.
MV Bill na TV Câmara - 07
MV Bill, KMilla, Aracati Oliveira, Volney, Zé A... (more)
Added: February 24, 2007
MV Bill, KMilla, Aracati Oliveira, Volney, Zé Antônio, Márcio Gordo, Marquinho e Dj Toni apresentam "O Bagulho é Doido".
MV Bill na TV Câmara - 09
Marina Magezzi fala o que pode fazer para acabar com a violência.
MV Bill fala sobre a redução da maioridade penal e a amplitude da palavra educação.
MV Bill na TV Câmara - 10
Apresentação de "Só Deus Pode Me Julgar", por MV Bill, KMilla, Aracati Oliveira, Volney, Zé Antônio, Márcio Gordo, Marquinho e Dj Toni.
MV Bill na TV Câmara - 11
Reportagem sobre violência, cidadania e a necessidade de participação na política.
MV Bill na TV Câmara - 12
MV Bill responde pergunta sobre a forma ideal d... (more)
Added: March 02, 2007
MV Bill responde pergunta sobre a forma ideal de atuação da polícia nas favelas.
Marina Magezzi fala sobre a formação dos policiais, onde boa parte é negra e de baixa renda. "Todos policiais que eu conheço, sem exceção, tomam remédio pra dormir. Todos são viciados em alguma coisa. Na maioria são alcoólatras."
MV Bill na TV Câmara - 13
Ex-detento que criou oficina de hip hop fala sobre atuação da polícia na baixada santista, Londrina e nas periferias de Brasília.
MV Bill responde pergunta sobre novela da Record e a forma como a mídia retrata as comunidades de baixa renda.
MV Bill na TV Câmara - 14 (final)
Marina Magezzi e MV Bill falam sobre a presença das milícias nas favelas.
Encerramento do programa.
Mv Bill - Só Deus Pode Me Julgar
Mv Bill - Só Deus Pode Me Julgar
Vai ser preciso muito mais pra me fazer recuar
Minha auto-estima não é fácil de abaixar
Olhos abertos fixados no céu
Perguntando a Deus qual será o meu papel.
Fechar a boca e não expor meus pensamentos
Com receio que eles possam causar constrangimentos
Será que é isso? Não cumprir compromisso
Abaixar a cabeça e se manter omisso.
A hipocrisia, a demagogia se entregue à orgia
Sem ideologia, a maioria fala de amor no singular
Se eu falo de amor é de uma forma inocular
Quem não tem amor pelo povo brasileiro
Não me representa aqui nem no estrangeiro
Uma das piores distribuições de renda
Antes de morrer, talvez você entenda
Confesso para ti que é difícil de entender
No país do carnaval o povo nem tem o que comer
Ser artista, Pop Star, pra mim é pouco
Não sou nada disso, sou apenas mais um louco
Clamando por justiça, igualdade racial
Preto, pobre é parecido mas não é igual
É natural o que fazem no senado
Quem engana o povo simplesmente renúncia o cargo
Não é caçado, abre mão do seu mandato
Nas próximas eleições bota a cara como canditado
Povo sem memória, caso esquecido
Não foi assim comigo, fiquei como bandido
Se quiser reclamar de mim, que reclame
Mas fale das novelas e dos filmes do Van Dame
Quem vive no Brasil, no programa do Gugu
Rebolo, vacilou, agachou e mostrou
Volta pra América e avisa pra Madona
Que aqui não tem censura meu pais é uma zona
Não tem dono, não tem dona, nosso povo ta em coma
erga sua cabeça que a verdade vem à tona.
É! Mantenho minha cabeça em pé!
Fale o que quiser, pode vir que já é!
Junto com a ralé Sem dar marcha ré!
Só Deus pode me julgar, por isso eu vou na fé !
Soldado da guerra a favor da justiça
Igualdade por aqui é coisa fictícia
Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo
Mas tenta me imitar se olhando no espelho
Preconceito sem conceito que apodrece a nação
Filhos do descaso mesmo pós – abolição
Mais de 500 anos de angustia e sofrimentos
Me acorrentaram, mas não meus pensamentos
Me fale quem... Quem!?
Tem o poder... Quem!?
Pra condenar... Quem!?
Pra censurar... Alguém!?
Então me diga o que causa mais estragos
100 gramas de maconha ou um maço de cigarros?
O povo rebelado ou polícia na favela?
A música do Bill ou a próxima novela?
Na tela, seqüela, no poder corrupção
Entramos pela porta de serviço
Nossa grana não
Tapão ... só pra quem manda bater
Pisando nos humildes e fazendo nosso bonde crescer (CV)
MST, CUT, UNE, CUFA (PCC)
O mundo se organiza, cada um a sua maneira
Continuam ironizando
Vendo como brincadeira, besteira
Coisa de moleque revoltado
Ninguém mais quer ser boneco
Ninguém mais quer ser controlado
Vigiado, programado, calado, ameaçado
Se for filho de bacana o caso é abafado
A gente é que é caçado, tratados como Réu
As armas que eu uso é microfone, caneta e papel
A socialite assiste a tudo calada
Salve ! Salve ! Salve!
Oh ! pátria amada, mãe gentil
Poderosos do Brasil
Que distribuem para as crianças cocaína e fuzil
Me calar, me censurar porque não pode fala nada
É como se fosse o rabo sujo falando da bunda mal lavada
Sem investimento, no esquecimento, explode o pensamento
Mais um homem violento
Que pega no canhão e age inconseqüente
Eu pego o microfone com discurso contundente
Que te assusta uma atitude brusca
Dignificando e brigando por uma vida justa
Fui transformado no bandido do milênio
O sensacionalismo por aqui merece um premio
Eu tava armado mas não sou da sua laia
Quem é mais bandido? Beira mar ou Sérgio Naya?
Quem será que irá responder
Governador, Senador, Prefeito, Ministro ou você?
Que é caçado e sempre paga o pato
Erga sua cabeça pra não ser decepado
É! Mantenho minha cabeça em pé!
Fale o que quiser pode vir que já é!
Junto com a ralé Sem dar marcha ré !
Só Deus pode me julgar por isso eu vou na fé !
Como pode ser tragédia a morte de um artista
E a morte de milhões, apenas uma estatística ?
Fato realista de dentro do Brasil
Você que chorava lá no gueto ninguém te viu
Sem fantasiar realidade dói
Segregação, menosprezo é o que destrói
A maioria é esquecida no barraco
Que ainda é algemado, extorquido e assassinado
Não é moda quem pensa incomoda
não morre pela droga, não vira massa de manobra
Não idolatro a mauricinho de Tv, não deixa se envolver
Porque tem proceder Pra que? Porque?
Só tem paquita loira, aqui não tem preta como apresentadora
Novela de escravo a emissora gosta mostra os pretos
Chibatadas pelas costas
Faz confusão na cabeça de um moleque que não gosta de escola
E admira uma intra-tek Clik – clek Mão na cabeça
Quando for roubar dinheiro público
Vê se não se esqueça
que na sua conta tem a honra de um homem envergonhado
Ao ter que ver sua família passando fome
Ordem e progresso e perdão
Na terra onde quem rouba muito não tem punição
É! Mantenho minha cabeça em pé!
Fale o que quiser pode vir que já é!
Junto com a ralé Sem dar marcha ré!
Só Deus pode me julgar por isso eu vou na fé !
Mv Bill - O Preto Em Movimento
Mv Bill - O Preto Em Movimento
Não sou o movimento negro
Sou o preto em movimento
Todos os lamentos (Me fazem refletir)
Sobre a nossa historia
Marcada com glorias
Sentimento que eu levo no peito
É de vitória
Seduzido pela paixão combativa
Busquei alternativa (E não posso mais fugir)
Da militância sou refém
Quem conhece vem
Sabe que não tem vitória sem suor
Se liga só, tem que ser duas vezes melhor
Ou vai ficar acuado sem voz
Sabe que o martelo tem mais peso pra nós
Que a gente todo dia anda na mira do algoz
Por amor a melanina
Coloco em minha rima
Versos que deram a volta por cima
O passado ensina e contamina
Aqueles que sonham com uma vida em liberdade
De verdade
Capacidade pra bater de frente
E modificar o que foi pré-destinado pra gente
Dignificar o que foi conquistado
Mudar de estado, sair de baixo
Sem esculacho é o que eu acho
Não me encaixo nos padrões
Que vizam meus irmãos como vilões
Na condição de culpados
Ovelha branca da nação
Que renegou a pretidão (Na verdade é que você...)
Tem o poder de mudar “ RAPÁ”
Então passe para o lado de cá, vem cá
Outra corrente que nos une
A covardia que nos pune
A derrota se esconde no irmão
Que não se assume
Chora quando é pra sorrir
Ri na hora de chorar
Levanta quando é pra dormir
Dorme na hora de acordar
Desperta
Sentindo a atmosfera, que libera dos porões
E te liberta (Sarará criolo...)
Muita força pra encarar qualquer bagulho
Resistência sempre foi a nossa marca, meu orgulho
É bom ouvir o barulho
Que ensina como caminhar (Eu estou sempre na minha...)
Não vou pela cabeça de ninguém
Pode vir que tem
Agbara, Ôminara, Português, Faveles ou em Ioruba, Axé
Pra quem vai buscar um acue
E deixa de ser um qualquer
Já viu como é
Preto por convicção acha bom submissão
Não, da re no Monza e embranquece na missão
Tem que ser sangue bom com atitude
Saber que a caminhada é diferente pra quem vem da negritude
Que um dia isso mude
Por enquanto vou rezar pro santo
E que nós nos ajude
Mv Bill - Lingua de Tamandua
Mv Bill - Lingua de Tamandua
Seja como for / Não faço minha parada esperando nego
dar valor / Gente fala mal / E acha que minha rima
vale menos que um real / Não compra, não valoriza,
minimiza / Se um dia eu acertar você me avisa / Fala
por não ter o que dizer / O que fazer? Me ensina que
eu quero aprender / Língua de tamanduá / O linguarudo
/ Fala até do que não vê / Fala tu, fala eu / Foi
assim que o nosso líder se perdeu / Língua de metro
que se complicou / Foi sua fala que me fortificou /
Pra mim não pega nada, não sou clone de ninguém / Eu
sou por Deus, sou por mim, por nós e por alguém / Pode
abaixar o facho pra não dar cão / Língua solta é sem
moral aqui não tem valor / Sai da frente não gosto de
quem mente / E fala no meu nome quando estou ausente /
Pela saco o cara é fraco, nem se move / Nem tudo que o
garfo espetar se engole / Meus olhos coloridos me
fazem refletir / E enxerga o alemão que existe por
aqui / Que vive de bilhão na carreira do EMIVI / Pare
de candice com o leva e traz / Originalidade não é
assim o que se faz / Seja você, sem fantasia / Eu não
te sigo, pois é Deus que me guia / Família você não é /
Na hora de atacar você passou a marcha ré / Malandrão,
o que você falou vai voltar / Carregando com as
palavras que vão te cobrar / Sai da reta / Vai pro
outro lado / Se tiver mandado, calado / Pra não
empretecer pro seu lado / Vai ser até o talo,
consideração ficou de ralo / Hey, olha pra cá lembra
de mim / Aquele que você estava torcendo pelo fim / Eu
sou piranha "Braba" não aceito pilantragem / Presente
em carne, osso pele preta e tatuagem / Muito cuidado
se embarcar na minha viagem
Mv Bill - Emivi
Mv Bill - Emivi
E ai choque, MV Bill está em casa
EMIVI
Liberdade, respeito, lealdade, justiça e união
Vai na fé
O Pesadelo da elite ta de volta, não morri
No caminho verminoso só Deus sabe o que senti
Falo do que eu sei
Digo o que eu li
Mantendo a coerência
Não exponho o que não vi
Quando a chapa esquentou
Você notou que eu não corri
Anunciaram seu veneno na tv mas não bebi
Diferente do preto que não quer se assumir
A esse tipo de lavagem cerebral sobrevivi
No meio de uma guerra
Foi onde eu nasci
O berço da exclusão foi onde eu cresci
Não me intimidei
Foi preciso resistir
Faço parte do quilombo comandado por Zumbi
De lá pra cá ou daqui pra li
Enquanto você chora quem controla o poder sorri
Vou guerrear pra não deixar me destruir
É por essas e por outras que eu sou EMIVI
Faça um despacho pra mim
Depois faça uma oração pra mim
EMIVI
Chame um camburão pra mim
Depois chame uma ambulância pra mim
EMIVI
Mande um sorriso pra mim
Depois você chore por mim
EMIVI
Bata muita palma pra mim
Depois mande muita vaia pra mim
Frustrações no passado eu senti
Investigações no presente eu sofri
E descobri que na pista é cada um por si
É preciso ter contesto pra não cair
O meu orgulho e meu respeito eu não achei por ai
Pra deixar filhinho de papai me inibir
Nem rir quando for avaliar o meu Q.I
Vai ver que tenho veneno pra jogar e ele engolir
Chega ai se quiser conferir
Vai descobrir que na escada africana um degrau eu subi
Submissão eu vi, vacilação ouvi
Deu destaque no jornal não sei se mereci
Minha fé não deixou diminuir
Meu interesse de lutar e melhorar pra quem vive aqui
Tenho uma grande missão para cumprir
É por essas e por outras que eu sou EMIVI
Tenha muito ódio de mim
Depois tenha amor por mim
EMIVI
Fale coisa boa de mim
Depois fale mal de mim
EMIVI
Peça liberdade pra mim
Depois peça uma cadeia pra mim
EMIVI
Mande uma africana pra mim
Depois mande uma nazista pra mim
Nas favelas da vida eu aprendi
Que pra ser palhaço de ninguém eu não nasci
Pensamentos negativos
Com coragem defendi
Não me submeti
Não cedi
Não morri
Não me omiti
Ensinamento da minha mãe assimilei
Ser humilde e não humilhado nunca mas esquecerei
Com a proteção no caminho que vou seguir
Mensageiro da verdade sem deixar me sucumbir
Odiado e amado pelo que eu promovi
Mais respeito pelo o povo da favela eu exigi
As mentiras dos livros da escola eu descobri
É por essas e por outras que eu sou EMIVI
Mande um sorriso pra mim
Depois você chore por mim
EMIVI
Bata muita palma pra mim
Depois mande vaia pra mim
EMIVI
Peça liberdade pra mim
Depois peça uma cadeia pra mim
EMIVI
Mande uma africana pra mim
Depois mande uma nazista pra mim
EMIVI
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